A Escola EB2,3 Abade Correia da Serra

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Caracterização da Escola:

A EB2,3 Abade Correia da Serra é a sede do Agrupamento de Escolas n.º 1 de Serpa.

Com origem na antiga Escola Preparatória, a sua designação foi-se alterando ao longo do tempo, de acordo com os ajustamentos realizados no reordenamento escolar, tendo-lhe sido atribuído o nome do seu patrono Abade Correia da Serra.

 Situa-se no Loteamento da Cruz Nova, numa zona periférica da cidade, em edifício próprio, construído de raiz, no início da década de 90.

No final do ano letivo 1994/1995, iniciou-se o processo de implementação da Escola Básica Integrada (EBI) e efetivou-se a mudança das instalações da antiga Escola Preparatória para o novo edifício.

Com base no Despacho Conjunto 19/SERE/SEAM/90, a Escola Preparatória de Serpa deu origem à Escola Básica Integrada de Serpa, a qual passou a abranger a Educação Pré-escolar, o 1.º, 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e o Ensino Recorrente.

No entanto, o facto de o edifício não ter sido projetado para englobar os alunos do 1.º Ciclo e da Educação Pré-escolar, a sua dimensão não foi suficiente para acolher, como era desejável, todos os ciclos de ensino. Tendo em conta esta condicionante, e não obstante se reconhecer que a integração física dos diferentes níveis, no mesmo espaço, facilitaria todo o processo, ficaram a funcionar no Edifício Sede, apenas o 2.º e 3.º Ciclos, e os restantes ciclos, nos edifícios que já ocupavam até então.

O edifício  é constituído por dois blocos que se comunicam através de um módulo coberto com duas portas de saída para o exterior, e por uma vasta área de recreio, sem zonas cobertas e atualmente sem campo de jogos, devido à construção recente, nesse recinto, de um edifício para o 1.º Ciclo e Pré-escolar.

O primeiro bloco, de 2 pisos, compreende:

  • No rés-do-chão e do lado direito, PBX, Serviços Administrativos, Gabinete Médico/GIAAF/Sala da Associação de Pais, Sala dos Professores, Gabinetes da Direção e de Diretores de Turma, Sala de Trabalho dos Departamentos, instalações sanitárias e arrecadações.
  • Do lado esquerdo existem 4 salas, duas destinadas à Educação Visual e Tecnológica, uma sala onde funcionam as aulas de Educação Musical, uma sala de Ciências Gerais, onde funcionam as aulas práticas de Físico-Química e Ciências de 2.º Ciclo,  e instalações sanitárias para alunos. É por este lado que se faz o acesso dos alunos ao primeiro andar.
  • No 1.º andar encontram-se 8 salas de aula normais, no que diz respeito ao equipamento aí existente e à dimensão das mesmas, a sala de Grandes Grupos, a sala TIC, o Laboratório de Ciências Naturais, a Biblioteca,  duas outras pequenas salas (uma designada por seminário e outra destinada à Educação Especial) e duas arrecadações de material audiovisual e didático.

O segundo bloco, com apenas um piso, compreende a cozinha (com sala de apoio e respetivas instalações sanitárias para o pessoal da cozinha), refeitório, bufete, uma área de convívio de alunos, papelaria, reprografia, uma sala de aula, um espaço para arrumações, instalações sanitárias para alunos e adultos e sala de convívio para pessoal não docente.

Os espaços exteriores são amplos e ajardinados. 

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No que se refere a equipamentos básicos, incluindo os informáticos, a Escola  possui os necessários e adequados ao funcionamento dos diferentes ciclos.

A climatização tem vindo a ser melhorada possuindo a maioria das salas equipamentos de ar condicionado. 

Em termos arquitetónicos, atualmente, no mesmo recinto da EB2,3 Abade Correia da Serra existem dois novos edifícios: a  Escola Básica de Serpa que acolhe todas as turmas do Pré-escolar e do 1.º ciclo de Serpa e o pavilhão gimnodesportivo, funcionando ambos desde o início do ano letivo de 2013/2014.

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Localização

A EB2,3 Abade Correia da Serra fica situada  no Loteamento da Cruz Nova, numa zona periférica da cidade.
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Contactos

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Rua Dr. Edgar Pires Valadas - Loteamento da Cruz Nova
7830-479 Serpa

telefone

Telefone: 284 540 090

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Telemóvel: 961 369 609

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Fax: 284 544 836

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Sobre Serpa

Breve Nota Histórica

O concelho de Serpa foi, desde os tempos mais remotos, local de acolhimento dos vários povos que disputaram o território peninsular. Romanos, Visigodos e Árabes desenvolveram em toda a área do concelho uma intensa colonização que aqui deixou vestígios culturais importantes. É no período de dominação árabe que há notícias de D. Afonso Henriques ter conquistado esta vila (1166). Todavia, a recuperação do território a sul do Tejo, por parte dos Árabes, faz com que Serpa volte a ser pertença deste povo, assim permanecendo até 1232, ano em que o rei D. Sancho II a reconquista, entregando-a a seu irmão, o príncipe D. Fernando (o Infante de Serpa).

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Serpa e as suas terras circundantes transitam para a coroa de Castela, por tratado celebrado em 1267 pelo rei D. Afonso III (Tratado de Badajoz), no sentido da correção da fronteira entre os dois reinos, que ficou então, demarcada pelo curso do rio Guadiana. A povoação regressará, mais tarde, à posse de Portugal, donde nunca mais sairá, no reinado de D. Dinis (Tratado de Alcanizes).

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D. Dinis não só concede foral à vila de Serpa, como manda reconstruir o castelo e construir as muralhas, que circundam a vila.

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Na revolução de 1383/1385, Fernão Lopes cita Serpa como uma das vilas que deu "voz por Portugal". Tal facto, e devido à situação fronteiriça da povoação, origina a represália dos Castelhanos. Em 1513, o rei D. Manuel I dá à vila foral, que atualiza e reformula a carta de foral concedida por D. Dinis. Nos meados do século XVII, há notícias de Serpa ter sido assolada pelos Castelhanos, por altura da Guerra da Restauração.

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É ainda no mesmo século que D. Pedro II (ainda regente) faz mercê à vila do título de "notável", que consta do seu brasão. No reinado de D. João V, envolve-se na Guerra da Sucessão, que deflagra no país vizinho. Assim, em 1708, as tropas espanholas comandadas pelo duque de Ossuna entram em Serpa, causando graves destruições no castelo e nas muralhas.

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A vila volta a ser alvo de represálias no início do séc. XIX, levadas a cabo pelas tropas napoleónicas em retirada, aquando das invasões francesas. Das lutas liberais, foi Serpa também cenário, sendo alguns serpenses queimados pelas tropas miguelistas. Entre 1832 e 1834, com a política desenvolvida por Mouzinho da Silveira e Joaquim António de Aguiar de apoio à agricultura, vai Serpa beneficiar dessa prosperidade, refletindo-se, especialmente, a nível arquitetónico. Constroem-se novas casas senhoriais ou ampliam-se as já existentes, cujas fachadas e interiores denotam alguma riqueza existente. A par, desenvolve-se um proletariado rural, sujeito a crises cíclicas de trabalho. Os últimos anos da monarquia e os governos da 1ª República em nada invertem o quadro criado e a política protecionista do Estado Novo aos grandes proprietários vai agudizar a situação. A Revolução de Abril tentou corrigir e atenuar as assimetrias já citadas, mas, só uma verdadeira política de fundo de desenvolvimento regional conseguirá emendar erros cometidos no passado e fazer emergir Serpa.

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Caracterização do Concelho de Serpa

O concelho de Serpa, com uma área aproximada de 1106 Km2 , e sede na cidade do mesmo nome, está situado no distrito de Beja e estende-se entre a margem esquerda do Rio Guadiana e a fronteira com Espanha. Além das freguesias que abrangem a cidade de Serpa - União de Juntas de Salvador e Santa Maria (da qual fazem parte os lugares de Santa Iria, Vales Mortos e Vale do Poço) – tem o Concelho mais 4 freguesias rurais: Pias, Vila Verde de Ficalho, Brinches e União de Juntas de Vale de Vargo e Vila Nova de S. Bento.

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Inserido numa região com fortes condicionalismos geográficos e socioeconómicos, o concelho apresenta significativos índices de desertificação e, apesar de alguns esforços de modernização e desenvolvimento levados a cabo nos últimos anos, continua a sofrer de uma quebra demográfica. A população do concelho, de acordo com o Censos de 2011, é de 15623 habitantes (o que representa um decréscimo de 1100 habitantes comparativamente ao censo de 2001), sendo aproximadamente de 6200 o número de habitantes de Serpa.

O interesse turístico deste concelho advém do seu Património Arquitetónico e Natural, sendo de realçar, na Cidade, as Muralhas e Ruínas do Castelo, os Monumentos e Imóveis Classificados, assim como um vasto conjunto de elementos arquitetónicos de interesse popular erudito e enquadrados no seu Centro Histórico (protegido pelo Plano de Reabilitação Urbana do Centro Histórico de Serpa – PRUCHS).

 

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O concelho é também célebre pelas suas especialidades gastronómicas e produtos regionais. A área de produção do Queijo Serpa (um dos mais famosos queijos de ovelha portugueses), assim como dos vinhos de Pias, tem origem no concelho.

A caça à perdiz, ao coelho, à lebre, ao javali e aos tordos faz do concelho de Serpa um ponto de interesse nos roteiros cinegéticos portugueses.

A população empregada trabalha sobretudo no setor terciário, no entanto há a destacar um número bastante razoável de indivíduos que se dedicam à agricultura e silvicultura.

 

Atividades Económicas

O Concelho de Serpa está integrado numa região de tipologia 61: Territórios Envelhecidos e Economicamente Deprimidos, constituindo-se como um território marcado pela ruralidade, com um peso preponderante da Agricultura no seu tecido económico e estrutura de emprego (setor atualmente em crise), com uma elevada taxa de desemprego (20,48%), superior aos valores nacionais (13,83) e regionais (13,86), de acordo com os Censos de 2011. Apresenta igualmente os piores valores de IRS per capita, com pensões de velhice particularmente baixas,  com elevadas percentagens de pensionistas face à população desempregada e de população ao abrigo do RSI, o qual abrange, de acordo com o Anuário Estatístico da Região Alentejo 2011, 6,5% da população residente, aplicando para o efeito o seguinte cálculo: 1021 beneficiários *100/15623 (Pop. Residente - Censos de 2011), - também este um indicador de pobreza, com uma deficiente infraestruturação ao nível das telecomunicações.

É também uma região marcada pelo despovoamento e pelo envelhecimento populacional, com tendência para um crescimento progressivo. O aspeto positivo deste território, e ainda segundo o mesmo Estudo, são os baixos níveis de criminalidade verificados. A baixa atividade económica desta Região, por exemplo, não atrai a população imigrante, pelo que os fenómenos de exclusão e marginalidade inerentes não são ainda visíveis.

 

Aspetos Socioculturais

A estrutura social do concelho tem sofrido alterações profundas provocadas pelo declínio do setor primário e pela emergente importância da terciarização, como principal fonte empregadora. No entanto, o crescimento do setor terciário e o reduzido aumento do secundário não se tornaram suficientes para absorver o excedente de população que antes estava ligada ao setor primário e a atividades paralelas. Poderemos dizer que, subsiste uma situação de desemprego, pobreza e isolamento, que faz com que a população mais jovem se depare com problemas de insatisfação, falta de perspetivas e de projetos que viabilizem a sua permanência no concelho. Algumas das alternativas para ultrapassar estas dificuldades assentam na valorização das múltiplas potencialidades endógenas – importante património construído e natural, potencialidades arqueológicas e etnográficas e, ao nível institucional, na implementação de estruturas de educação/ensino e saúde, com objetivos e estratégias consentâneos com a realidade e com as necessidades locais.

No que respeita à educação / ensino, o concelho está coberto por uma rede pública desde o nível pré-escolar ao secundário e uma escola profissional. No geral, o número de estabelecimentos de ensino é suficiente embora alguns deles careçam de alguma intervenção a nível dos espaços exteriores e dos próprios edifícios. A nível do concelho registam-se baixas qualificações e baixos níveis de escolarização (Serpa, dentro desta tipologia é um dos concelhos com maior taxa de analfabetismo: 13,09 %, comparativamente à média nacional 5,23%, de Serpa -INE, Censos de 2011) e da região que é de 9, 57%. Note-se, contudo, que na área de abrangência do agrupamento, a taxa também é variável, sendo que na freguesia de Serpa a taxa é de 11, 2%, Pias é de 17, 05%, Vale de Vargo é 15, 45%. Os resultados escolares refletem de alguma maneira estas diferença.

No que respeita à saúde, o concelho de Serpa dispõe, como estrutura concelhia para a prestação de cuidados de saúde, de um Centro de Saúde e respetivas extensões distribuídas por todas as freguesias e “lugares” onde existem equipas formadas por um médico, um enfermeiro e um funcionário administrativo. Esta estrutura assegura várias valências, nomeadamente saúde de adultos e idosos, saúde materna e infantil, saúde escolar, educação para a saúde e saúde mental.

Sob a gestão da Santa Casa da Misericórdia de Serpa, o Hospital de São Paulo é mais uma valência ao nível da saúde, com o Serviço de Urgência Permanente, Unidade de Convalescença e Unidade de Cuidados Paliativos. Oferece ainda consultas nas especialidades de oftalmologia, ortopedia, fisiatria, cardiologia e dermatologia.

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O concelho possui ainda um conjunto bastante satisfatório de valências no domínio dos equipamentos culturais e desportivos. Estes assumem um papel importante, sobretudo para os jovens, pois possibilitam a divulgação e a prática de atividades variadas.

 

Património Natural e Arquitetónico

O interesse turístico deste concelho advém do seu Património Natural e Arquitetónico, sendo de realçar, na Cidade, as Muralhas e Ruínas do Castelo, os Monumentos e Imóveis Classificados, assim como um vasto conjunto de elementos arquitetónicos de interesse popular erudito e enquadrados no seu Centro Histórico (protegido pelo Plano de Reabilitação Urbana do Centro Histórico de Serpa – PRUCHS). Foram recuperados recentemente dois edifícios antigos onde se instalaram a Casa da Música e a Casa do Cante. O ambiente e o património natural do Concelho estão ainda preservados. Esta situação advém, em parte, da fraca implementação da grande indústria. O rio Guadiana e ribeiras afluentes constituem uma área privilegiada em endemismos e comunidades biológicas interessantes. Entre os valores naturais deste sítio, estritamente ligados aos cursos de água, distinguem-se unidades florísticas peculiares e únicas, como é o caso da vegetação ribeirinha de cursos de água mediterrânicos intermitentes. O Guadiana é o único rio em Portugal no qual o esturjão (espécie prioritária, migradora, classificada "em perigo") tem uma presença regular. Para além desta espécie ocorrem mais três espécies migradoras, o sável, a savelha e a lampreia, e pelo menos dois endemismos ibéricos, a cumba e o bordalo (classificada como ameaçada). As formações ripícolas suportam uma avifauna característica, de grande importância conservacionista. O lince tem uma ocorrência provável na área.

 

Património linguístico

Também na linguagem Serpa apresenta características distintivas, começando por se destacar o seu sotaque meridional. Mas existem outras, que fazem com que, curiosamente, muitas formas das expressões da sua linguagem popular se encontrem também no português do Brasil. A nível popular encontramos várias marcas, uma delas sendo o uso constante do gerúndio (lavando) pelo infinitivo (a lavar). Na oralidade encontramos a junção de «a» ao final dos infinitivos «lavara», a pronúncia «i, is» do ditongo «ei, eis»; «ã» por «ão», «ê» por «ei», «le» por «lhe» ou a junção de «i» a infinitos verbais. Mas característico é ainda o uso de termos que noutros locais são arcaísmos (zorra, magana, avondo, tanchar...) e o uso de variantes, quase de exclusivo local (lismo, almareio). Notável é ainda a subsistência de vocábulos de origem árabe que ainda correm na linguagem quotidiana, na sua maioria ligada à pecuária: rabadão, zagal, alfeire, alavão, mas também alvenel. Toda esta diversidade linguística deve merecer grande respeito por parte de quem a contacta, pois, se o conhecimento da norma é indispensável para a eficácia comunicativa, é urgente preservar todos os sinais que marquem a identidade cultural dos grupos sociais.

 

Património Gastronómico

A Região é também célebre pelas suas especialidades gastronómicas e pelos seus produtos regionais. Tem como base fundamental o excelente pão que acompanha, a carne de borrego e a de porco, bem como espécies cinegéticas como o coelho, a lebre, a perdiz e o javali. A tudo se junta uma gama criteriosa de temperos: o azeite, a banha de porco e as ervas aromáticas como a salsa, a hortelã, o coentro, o poejo, a hortelã da ribeira, o orégão, etc. Os pratos tradicionais da região são: o ensopado de borrego à pastora, as migas, a açorda, as "lavadas" (sopa fria de tomate pisado), o "gaspacho" (chamado aqui de "vinagrada"), as masmarras, os "grãos com alho e louro", a "surra-burra" (na época da matança do porco), o caldo de peixe da ribeira, espargos e cogumelos com ovos. Na doçaria são de referir: as queijadas de requeijão, as turtas (recheadas de batata doce), os bolos folhados, o bolo podre, as tosquiadas, o bolo da amassadura, o nógado, as pupias e os borrachos. Das especialidades locais é forçoso salientar o queijo de Serpa, que constitui um verdadeiro ex-líbris da gastronomia regional. Os enchidos de porco preto (da raça negra alentejana) também são famosos em todo o concelho. Dos produtos ligados à terra sobressai a oliveira, não só pela quantidade existente mas também pela qualidade do azeite que pode ser produzido e dois produtos naturais de criação espontânea e raro paladar: os espargos, que podem ser colhidos nos olivais da planície, e os cogumelos, apanhados na zona bravia da Serra. A compor a carta de iguarias não devem esquecer-se os bons vinhos de Pias e de Serpa, de que se distinguem os tintos, encorpados, de cor escura e gosto suave, premiados a nível nacional.

 

Mais informações sobre Serpa em:

As ruas que Serpa tem

Memórias Portuguesas

D. Afonso Henriques

Castelo de Serpa

Lendas de Serpa

A Terceira Dimensão - Fotografia Aérea (Imagens de Serpa) 

Serpa - Aspetos geográficos (Fotos de Serpa)

Serpa que és Minha Terra